quinta-feira, 15 de maio de 2008

Rui Sousa - Gestor - Da Alta de Lisboa à Av. da Liberdade

Tudo começou há sensivelmente 14 anos.

Curiosamente quando acabei de tirar a carta, comprava várias revistas de automóveis e tinha o sonho secreto de ser piloto de automóveis ... Desde os meus 10-12 anos que tinha uma BMX da Esmaltina. Já estava a dar as últimas, pelo que comprei numa loja de motas das Charneca da Caparica uma BTT linda, cinzenta clara. (aqui que ninguém nos ouve, um grande chasso). Gostei tanto da bicicleta que resolvi deixar de pedalar apenas na férias e trouxe-a para Lisboa, para dar umas voltas por cá. Os meus pais não acharam muita piada, tinham medo do trânsito, inventaram a desculpa da falta de espaço em casa ... mas depois de umas birras minhas lá consegui ficar com oc hasso em Lisboa! Comecei a dar umas voltas ao fim-de-semana com os amigos, por Lisboa, incluindo Monsanto. Primeiro 20 km, depois 30, 40, 50 km. E pensei: Se eu consigo fazer 50 km sem grande esforço, porque não faço 5 ou 10 para ir aos sítios onde preciso, em vez de ir de transporte públicos ou de carro? Além disso é uma forma de treinar e melhorar ainda mais a forma física! E assim foi. Comecei a ir de Benfica à Cidade Universitária (ISCTE), substituindo o Metro. Ou de Benfica à Povoa de Santo Adrião, substituindo o carro.

Nessa altura era um verdadeiro ET. Raramente via mais alguém a andar debicicleta por Lisboa e quase toda a gente me devia achar meio maluquinho :) Quando encontrava mais alguém nas ruas de bicicleta quase que parava para ver se não estava a ter alucinações. Com o passar dos anos fui melhorando a minha forma física, ganhando peso e perdendo muita barriga. As deslocações diárias ficavam cada vez mais fáceis e as voltas de fim-de-semana maiores e ultrapassando percursos mais difíceis, essencialmente em terra. Ainda me lembro do dia em que fiz pela primeira vez 100 km, com o passeio de Lisboa Antiga de manhã e uma volta pelo Parque das Nações à tarde. Algum tempo depois fiz 205 km, num Tróia-Sagres, quase 9 horas a pedalar! Passados alguns anos acabei o curso e comecei a trabalhar. No início não ía de bicicleta, ainda iam pensar que era maluco e despediam-me...mas andava vaidoso por ter comprado uma bicicleta nova, um dia resolvi ir a pedalar para a mostrar aos colegas. Foi fácil, rápido e não fui despedido! Fui repetindo a experiência e passado algum tempo a aventura passou a diária. Como no local onde trabalhava não tinha que usar fato e gravata, tinha lá sempre roupa suplente, que usava para trocar nos dias de maior calor ou quando apanhava chuva a meio caminho. Por esta altura (2000-2001) já não era visto como um fugitivo da Av. Do Brasil e começava a ver mais pessoas a pedalar por Lisboa. No primeiro dia sem carros convenci uma colega a pedalar até ao trabalho. Fomos de Telheiras até ao Saldanha, mas ela sem ciclovias tinha medo dos carros e não repetiu a experiência nos restantes dias. Comecei também a organizar passeios nos fins-de-semana com os colegas do trabalho. Alguns passeios tinham mais de 30 pessoas, entre colegas e os amigos e familiares deles. Ficou provado que mesmo quem não utilizava a bicicleta há muitos anos, conseguia fazer 20-30 km sem grande dificuldade!

Em 2005 mudei de emprego (para o Campo Pequeno) e já me tinha também mudado para a Alta de Lisboa, no Lumiar. Como tinha de ir de fato e gravata e o percurso era rápido de metro, deixei de usar a bicicleta nesse percurso. Mas a minha namorada morava no Alto da Ajuda, ia para lá de bicicleta 2 a 3vezes por semana, pelo que passei a fazer ainda mais quilómetros! Em 2006 mudei novamente de emprego, para a Av. da Liberdade. Novamente fato e gravata e a bicicleta em casa. Mas nesse ano houve uma série de greves dos transportes, pelo que entre fazer a pé 7 km ou ir de bicicleta, escolhi a 2ºopção. Falei com os porteiros para arranjar um espacinho na garagem e voltei à minha rotina antiga.

Actualmente vou de bicicleta para o emprego uma média de 3 vezes por semana. Como em 2 desses dias venho almoçar a casa, faço no total 75 km por semana, 300 km por mês!Faço o percurso Alta de Lisboa, Calvanas, Av. Brasil, Ciclovia Campo Grande, Entrecampos, Saldanha, Av. Duque de Loulé, Marques de Pombal, Av. daLiberdade. Para voltar não vou pela Av. Brasil, seguindo para o Campo Grande, Lumiar, Quinta das Conhas, Alta de Lisboa. A ir demoro cerca de 20 minutos, enquanto de metro demoro 35. De automóvel não sei quanto tempo demoraria, mas o engarrafamento para as Calvanas começaa 100 metros da minha porta de casa! A regressar, com mais subidas, demoro 25-30 minutos.

Em termos de equipamento, tenho uma BTT hidrida em aço, da Masil. É muito confortável por o quadro ser em aço, apesar de não ter suspensão. Tenho uma mala na traseira, com um suporte preso ao espigão do selim e outra pequena mala no guiador. Luzes de Leds atrás e à frente e uma pequena campainha. Os pneus são do tipo "slick" mas bastante largos, pois as ruas da capital são autênticos "down-hills" dos mais radicais! O meu equipamento é composto por 2 elásticos de escritório para prender as calças à perna (e não as sujar na corrente); um colete reflector; e sempre, mas sempre, CAPACETE. Se tiver calor, a gravata vai na mala. Vou só com a camisa, pois deixo o casaco de alguns fatos no trabalho, caso tenha de ir a alguma reunião mais formal.

Deixo aqui uma nota sobre o CAPACETE. Muitas das pessoas que só andam de bicicleta na cidade dizem que o capacete não lhes faz falta. “Faz falta é no BTT”, pois aí há pedras, arvores, buracos. Pois estão completamente engandos. No BTT há esses obstáculos todos. Mas na cidade temos lancis de passeios, carros, portas de carros que se abrem, asfalto mais duro que terra, carris de eléctricos, tampas de esgoto partidas. Se tivesse que escolher entre usar capacete só no BTT ou só na cidade, sem dúvidas nenhumas que escolhia a cidade.

Desde o ano 2000 já tenho 50.000 km feitos em cima da bicicleta. A única vez que amolguei um capacete foi na Av. Almirante Reis, quando ia a descer a 10km/h, quase a parar num semáforo. Não percebi porque caí...por isso, usem sempre o CAPACETE! Espero-vos ver por aí na cidade de bicicleta!

Rui Sousa

1 comentário:

Hilário Godinho disse...

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Diktaturen, PIDE/D.G.S.E., Tortur, Hunger, Bestechung. Nein Danke.
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Dictatorships, PIDE/D.G.S.E., Torture, Hunger, Corruption. Not Thank You.
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If it can not impose peace, can convince by example. -----

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